"Who run the world? Girls": Kmahleoa compartilha sua história de moto

Por Maiara Gregório

Meu nome é Maiara a tal Kmahleoa…

Papai e Mamãe, Marcus e Josi, passeavam muito comigo e meu irmão, Téo. Viagens e almoços pelas cidades vizinhas a Belo Horizonte, MG sempre fizeram parte dos nossos finais de semana e feriados.


Pela estrada afora, quando por nós passavam aqueles bondes de motociclista eu achava o máximo! Cada motoca mais bacana que a outra, bem "born to be wild"!

Tá no sangue! Vovô Newton, Pai do meu Pai, era O Fera das motocicletas, além de roletar de forma elegante e atrevida, ele era mecânico e sabia tudo de motoca. Um fato legal de contar é que meu Avô nasceu sem a mão esquerda e o cara pilotava moto, era mecânico e fazia de tudo, não é para qualquer um não, né? Papai cresceu andando de lambreta. Ele conta que rodava muito eles 4 nas motocas, Vovó, Vovô, Ele e seu irmão, bem sanduíche.


Quando lá pelos meus 18 anos comentei que queria tirar carteira de moto, Mamãe vetou na hora, muito perigoso! E não deixa de ser, né?

Minha vontade adormeceu… Anos se passaram…

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Abril de 2020 - Pandemia, caos, muito medo e preocupação com o tal Covid que veio trazendo muita tristeza tirando tudo do lugar. Após um período home office e a necessidade de voltar a trabalhar surgiu a ideia junto com meu marido, Vinícius, de comprarmos uma moto, para nos deslocarmos sem precisar de ônibus e correr menos risco diante do vírus. Vinny já tinha carteira A há mais de 10 anos, mas depois de tirar não havia pilotado mais.

Junho 2020 - Depois de uns dias pesquisando veio a calhar a compra da nossa Intruder 125. A bichinha era bonitinha e salvou a gente!


E assim começamos nossa história na prática com as motocas.

Depois de Vinny rodar por algumas semanas para pegar o jeito na motoca, ele passou a ir trabalhar com ela e me levava e buscava no trabalho também, uma saga!


No trabalho, ele se conectou com alguns colegas que também tinham moto, Rodrigo, Cleverson e Emerson e daí começou o papo de fazer um Ride por aí. ... Marcado! Vamos para o Milhão, restaurante beira de estrada, 70 KM de BH, aceleramos até lá e foi show! Haaaaa o vento na cara, todos juntos na estrada, que delícia! Adoramos e pegamos gosto, daí combinamos vários outros passeios.

Emerson, nosso maior influencer capitão, tem uma Harley Davidson Fatboy, a Pantera. Passamos a frequentar os cafés da manhã na Harley Davidson BH e, óbvio, nos apaixonados pelo mundo HD e sua lifestyle. Rodrigo já no clima, rapidinho apareceu com uma Dyna.

Aí começou aquela inquietude e vontade absurda de ter nossa HD…

Novembro 2020 - Um belo dia Vinny me manda no whatsapp o anúncio de uma 883Iron, em condições bacanas para compra e linda de morrer. Já surtamos!



Era o melhor momento? Não! A gente tinha a grana? Não! Fomos lá ver a moto? Fomos! E aí? Virou a chave, acelerou… Putz grila!!!! Nosso coração pipocou com aquele ronco do motor! Eu e Vinny trocamos aquele olhar que definia tudo: Lascou! Tem que ser nossa! Nos viramos e demos um jeito de comprar Ela: nossa Nebulosa
Caraca, temos uma HD!

Até hoje, eu olho para ela e penso: Conseguimos! É nossa! É a tal da gratidão a Deus e ao Universo por nós ajudar e conspirar para conquistar o que queremos, né?

De lá pra cá foi Ride atrás de Ride!

Até criamos um grupo, Motocando UAI @motocandouai, para rodar e nos encontrarmos com outros motociclistas pelas Minas Gerais.

É meio inexplicável a sensação de andar de moto, é adrenalina, liberdade, medo, atenção, felicidade, tudo junto e misturado! Você tá na estrada, você é a estrada!

Lembro de um dia que fomos fazer um dos desafios do Harley Challenge em Inhotim, eu tinha acabado de me recuperar do Covid, foi um período punk mas graças a Deus só passei por ele. No trajeto eu caí no choro, feliz por estar recuperada, viva e vivendo! Alí ao vento…

Uma amiga inspiradora, Estêfania, que roda para tudo quanto é lado com a sua Intruder 125, me disse que o nosso capacete guarda nossos maiores segredos, e é a maior verdade!

Janeiro 2021 - Volta a ideia de tirar carteira A. Na época, [assei a trabalhar mais perto de casa e séria ótimo ir de moto, pela economia e autonomia. Aos poucos, fui trabalhando em mim a forma como contaria para Papai e Mamãe a minha vontade, que era antiga e voltava à tona.

Mais uma saga. Esse e um processo desgastante, burocrático, cansativo e longo. E particularmente um desafio pessoal imenso! Entra Lockdown, sai Lockdown, fica um dia inteiro na auto escola, faz aula 7h da manhã, sobe 8 quarteirões a pé para o trabalho. E assim passaram-se 6 meses.

Julho 2021 - Dia do Motociclista

Passei no exame de pista!

Coincidência? Acho que não existem.

Tô na pista, baby! A Intruder 125, Úrsula, agora fica mais sob meu comando, sou prospect aprendendo a rodar pelo trânsito louco de BH e já fiz um ride para uma cidade próxima. Mas também não deixo de ser garupa do Maridão, porque adoro!

Como dizia um Tio querido meu: "sendo esperto você está sendo bobo!" . Penso que na moto, tem que ter medo e estar atento o tempo todo, mesmo!

Mas que o "trem" é bom demais, é! E te faz sentir vivo a cada acelerada e passada de marcha! Seja a 40km ou a 120km!

Feliz por fazer parte do #elaspilotam! Nos encontramos por aí, pelas estradas da vida!

"Hasta la vista, baby!" Beijo da Kmahleoa!



Nota do #ElasPilotam

Adoramos saber a história de vocês, e cada texto que chega para o Diário #ElasPilotam. Kmahleoa com certeza nos encontraremos em algum momento nessas estradas. A gente deixa aqui o perfil dela no Instagram pra quem quiser em contato: Kmahleoa .


E se você quiser compartilhar sua história com a gente é só entrar em contato via email contato@elaspilotam.com.



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