Família do Prado: uma geração no motociclismo feminino

Por Luana Michelucci


Uma geração de mulheres motociclistas. Essa é a história da família Do Prado: Nancy e Edna são mãe e filha, e ambas pilotam e vivem essa paixão por duas rodas desde que "se lembram por gente.


Nancy relembra que foi em uma Triumph 500, 1949, que Edna praticamente nasceu, logo depois de um domingo em que Nancy e seu marido João aproveitaram para rodar. Nancy conta que tinha apenas 12 anos quando ligou a moto de seu irmão, uma Yamaha RD 75, escondido e foi pra rua. A partir desse momento descobriu o segredo da felicidade: a liberdade sobre duas rodas. Passou sua adolescência assistindo a “Easy Rider” e quando conheceu seu marido – que já era motociclista –, ela teve até que fugir com ele para poder casar-se.

O sentimento de Nancy pelo motociclismo é algo indescritível.


E com uma mãe assim, para Edna a paixão por duas rodas não seria diferente. Sua mãe é a mulher mais inspiradora que conhece. Foi Edna, quem a incentivou ter sua própria moto dando-a coragem para ser independente e livre.


Com Nancy não tem tempo ruim para andar de moto, até nas pistas já pilotou, por incentivo de uma amiga. Seu marido customizou e restaurou uma Harley-Davidson Flathead 1946, de embreagem no pé e câmbio na mão, que foi sua máquina aliada às pistas.



“A Edna e o Guilherme, meus filhos, estavam na pista para me dar apoio. O Guilherme passou as coordenadas para dominar a moto. E foi só dar a primeira volta pra me apaixonar e me sentir leve e solta como um pássaro. Uma sensação inexplicável. Quando vi o rosto dos meus filhos sorrindo me senti a mulher mais feliz do mundo em uma flathead!”,

conta Nancy. Para começar no motociclismo Nancy não desistiu e não desistiu do seu sonho de liberdade.


“Eu costumo dizer que o medo está entre você e o seu sonho. Tira o medo do meio e vai ser feliz. Vale a pena!”.

Edna praticamente nasceu em uma motocicleta...

... e no mundo do motociclismo. Seus pais eram peritos, e bastou chegar aos 10 anos de idade para pilotar sua primeira motocicleta. Durante sua adolescência a Edna pilotou uma Titan 97, que usava para ir à escola e trabalhar.


Seu pai, restaurador de motocicletas, incentivou seu gosto pelas motocicletas antigas. Ela sempre acompanhou os projetos de seus pais e participava dos passeios. Edna criou tanto gosto pela coisa que esse ano começou sua trajetória nas corridas de Flat Track. Participar de corridas e provar é uma adrenalina que Edna não dispensa e nunca desistir de seus objetivos é uma inspiração para ela. Esse ano Edna foi uma das primeiras mulheres a correrem no evento