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Para começar, vamos de Café?!

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Me chamo Rachel Motta, historiadora, doutora em História pelo PPGHCS da COC/FIOCRUZ, sou carioca e moro no Rio de Janeiro.

Eu aprendi a amar motos com meu tio Zé Luiz, irmão  do meu pai. Eu tinha uns 4/5 anos e lembro do meu tio me colocar sentada no tanque da CB400 dele e aquele ronco me encantar. Quando a moto começou a andar, eu senti aquele vento no cabelo, aquela sensação de liberdade...

Ah! Eu sabia que nada se igualaria àquela sensação! O amor pelas duas rodas já havia me dominado! 

Incrivelmente, demorei muito para comprar a minha moto. Primeiro porque não tinha grana, depois porque todo mundo da família ficava me aporrinhando falando de acidentes.


No início desse ano eu vi um anúncio de uma moto e era exatamente o que eu procurava. Não tão exatamente, porque eu dei uma modificada (que daqui a pouco eu conto), mas era a moto que eu queria! Uma Intruder 125cc estilo Cafe Racer. Levei um amigo que sabe bastante de motos e ele falou "Motinha, pode comprar sem medo!". Ela veio como "Trudinha" e agora se chama "Saisho ni", que significa "primeira" em japonês, em homenagem à montadora da Intruder, a Suzuki, que é japonesa.

Mas antes de fazer as modificações dela com o pessoal talentoso da Pirâmide Motorcycles Garage, eu dei algumas voltas com a minha Cafezinha... A única questão é que eu não pilotava há muito tempo, já que eu havia tirado minha carteira há alguns anos e nunca mais tinha pilotado uma moto! Então, no dia 12 de janeiro deste ano,  aproveitei que a minha rua serve como área de lazer aos domingos e lá fui eu!


Fiquei uma hora rodando na rua fechada, até ter coragem de dar a volta no quarteirão e me meter em uma rua com movimento. No final, deu tudo certo!


Subi com a moto para a garagem e, ao retirar o capacete

era impossível não perceber aquele sorriso infantil estampado no rosto. Criança feliz!!

A moto era linda, mas ainda tinha algumas coisas a fazer. Foi aí que eu segui o conselho do pessoal do grupo da Intruder, no Facebook, e conheci a galera da  Pirâmide Motorcycles Garage. Fiz contato com o Júlio, expliquei o meu projeto para ele e fiz até um documento de como eu queria: "Projeto Intruder da Rachel" com todos os detalhes possíveis e impossíveis.

Isso foi no meio do mês de fevereiro. Foram indas e vindas na oficina, para deixar a moto do jeitinho que eu queria. Até que, no dia internacional da mentira, recebo a notícia que ansiosamente aguardava: minha moto estava pronta. No dia 01 de abril a oficina entregou minha Saisho ni em casa. O melhor é que isso tudo era verdade!

Agora, com 39 anos, quero seguir meu sonho e voltar a me sentir como aquela criança que experimentou a sensação de andar de moto naquele tanque da Cb400 do seu tio, mas agora com a minha Saisho ni, minha companheira de todos os momentos.

Obrigada Elas pilotam pela oportunidade de nos deixar contar nossas histórias.

Grande beijo,

Rachel

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