Viagem de moto: conhecendo Paraibuna com a Eliana Malizia

Por Eliana Malizia


Aí vai uma dica muito bacana e curiosa. Quantas pessoas passam pela Rodovia dos Tamoios, dão de cara com a placa "Paraibuna" e simplesmente  a ignoram? Esta galera toda não sabe o que está perdendo!

Ahhh, e fui de Harley-Davidson Low Rider S (motor Milwaukee-Eight 114), será que foi divertido?


Paraibuna ou Parahybuna?


Parahybuna é de origem indígena; Para ( água ), hyb(rio) e una ( preta). Por fim o nome significa Rio de Água Escura. O município de Paraibuna está situado no Alto do Paraíba na escarpa da Serra do Mar. Lugar aconchegante e acolhedor, onde você encontrará  locais para esportes radicais, cachoeiras, gastronomia, casarões antigos de lindas arquitetura e o melhor de tudo, paz ar puro, gente simpática pra bater papo e um por do sol de encher os olhos.

Aquele momento que a gente entende que “menos é mais”.

Não tem como, sempre começo a explorar o local visitado com a paradinha “clichê” na  Igreja Matriz. Sou apaixonada por essas igrejas situadas na praça central, sempre me lembram um cenário de filme histórico. Tudo tão simples e belo, me dá a sensação de ser a motociclista mais rica do mundo, sou sempre pega pelo mesmo sentimento quando estou longe da cidade grande, dos gigantes edifícios de Sampa…ah, me da uma sensação de alívio indescritível.


Um Senhor me viu fotografar a Igreja e me abordou para  contar  que um dos azulejos foi colocado com o peixinho com a cabeça apontado para baixo. Será que fiquei sentada por ali até encontra-lo?


Claro que sim! Pra ver essa cena, tem vídeo e stories em destaque lá no meu Instagram @eliana.malizia.


Muitas casinhas e casarões com arquitetura antiga. Bem ao lado da Prefeitura subi umas escadarias onde me deparei com muros com lindas grafites, todas assinadas com data de 2012, esse trecho colorido deixou a cidade mais alegre e minha viagem mais colorida. Adorei fazer algumas fotos por ali.



Tempos atrás existiam algumas casas pequenas de pau a pique. “Pau a pique” são paredes de madeira roliças finas, trançadas de bambu e amarradas com cipó, mais ou menos 10 centímetros de largura, preenchidas e revestidas de barro. 


Uma curiosidade: Onde está situada atualmente a Prefeitura Municipal de Paraibuna, no passado era a cadeia Pública Municipal.

Saindo da Prefeitura fui conhecer o Mercado Municipal José Bento Rangel, mais conhecido como  “Zezinho Bento” e a famosa Bica, que fica bem ao lado.


Um pouco de história


Havia entre os produtores paraibunenses um grande interesse em ter um local apropriado para comercializar seus produtos agrícolas. Essa vontade foi concretizada pelo Sr. José Porfírio da Silva, que construiu o Mercado Municipal de Paraibuna no ano de 1880: um barracão, com piso de chão batido (terra compactada). Paraibuna foi no início deste século um grande exportador de suínos. Também vendiam café em casca, arroz, frutas, palmito, fubá, feijão, quirera, farinha de mandioca e de milho, rapadura e bananas. Havia muita fartura naquela época, Paraibuna era considerada o Celeiro do Vale do Paraíba.


Na esquina ao lado do Mercado havia um curral, onde eram recolhidos os burros de carga e os carros de boi que faziam o transporte na época. Em frente ao Mercado, no pátio, havia uma grande árvore, carvalho, que proporcionava uma maravilhosa sombra, aproveitada para venda de garapa (caldo de cana). Até pensei que encontraria  por lá, fazia muito calor, mas não tive sorte e fiquei na vontade.

 Hoje o mercadão tem o piso de pedra e possui 41 boxes e algumas tradições são mantidas até hoje, como o afogado, prato típico da região. O afogado é encontrado diariamente em restaurantes da cidade ( servido com arroz, músculos, costela e ossobuco, temperado com alho e hortelã.


Logo ali, ao ladinho do mercadão, fica a Bica D’Água um Patrimônio Municipal que conserva lembranças de um passado famoso, onde os cavaleiros que chegavam de cidades vizinhas ou da zona rural, matavam sua sede e refrescavam seus animais, antes de negociar no Mercado Municipal. A Bica também fornecia água para algumas ruas da cidade, e não havia nenhuma benfeitoria. E…a Bica esta lá, e até os dias de hoje a sua construção se mantém original, e com uma frase escrita…bastante popular ” Quem bebe água da Bica. Aqui fica! “Bom, estava eu fazendo vídeos para os stories do instagram, mostrando em tempo real a Bica, e resolvi beber a água…não sei se foi coincidência ou não, mas assim que tomei a água, não me fez muito bem …hahaha. Mas vi muitas pessoas da cidade enchendo garrafinhas de água. Se quiser arriscar, vai com tudo e depois me conta. Eu “acho”que me deu um “certo enjoo”. Nada que atrapalhasse minha trip ou que me fizesse correr para o banheiro…hihi!


Que sinistro


Saindo da Bica fui procurar o  cemitério onde logo na entrada tem uma frase assustadora. Rodei, rodei e nada de achar o cemitério. A cidade é pequena, não tem como errar nenhuma atração. Mas parei em uma barraquinha de rua e perguntei para uma senhora. Ela apontou pra cima e disse “ é aqui mesmo, só estacionar e subir as escadas” . Cara? O cemitério estava na minha “fuça” e eu não achava, juro que sou esperta pra encontrar os lugares, mas este por algum motivo misterioso ou macabro ( buuuuu), não estava encontrando. E lá fui eu!!


“Nós Que Aqui Estamos Por Vós Esperamos”

A frase fica no portal do cemitério, que num primeiro momento cria uma indagação, pois imagina-se que os que lá estão, esperam por nossa morte, nosso enterro, no entanto há um segundo sentido, ou seja, “de nós esperam orações”, transformou-se em um dos locais folclóricos da cidade e da região . A inscrição do portal, foi colocada ali por um padre com a intenção de sensibilizar a população para que rezasse mais pelos mortos . Ufa..


Teve até um  cineasta que produziu o documentário “Nós Que Aqui Estamos Por Vós Esperamos”, que leva o mesmo nome da inscrição do portal, fazendo tomadas no interior do cemitério . Dizem que vale a pena assistir!


Tchau Sol 


Começou entardecer e parti para a represa onde fica a Balsa de Paraibuna, onde leva as pessoas para Natividade da Serra ( aliás, fica até como dica para um roteiro).


Para seguir até a represa, voltei para Rodovia dos Tamoios sentido São Paulo, assim que você passar a ponte de Paraibuna ( na própria Tamoios), entre na primeira estradinha de terra a direita, ela fica um pouco escondida e é literalmente grudada no final da ponte, cuidado para não passar reto, não tem placas avisando.


Bom…a estradinha é de terra, mas em ótimas condições, são apenas 7km até a Balsa. E de cara, assim que entrei nela, logo vi um Tucano passar voando na minha frente. Pensa em alguém que ganha o dia quando vê um Tucano? Esta pessoa sou eu!!


Curiosidade: Quem passa pela SP-99 – Rodovia dos Tamoios em direção ao litoral, não pode imaginar o mar de água doce que está ao seu lado. Apenas em quatro pontos, é possível se vislumbrar um pouco dessa água. Mas a realidade é que, adentrando pelo lago, sua extensão espanta. São tantas entradas de águas pelos grotões da serra que sua extensão chega a 760 km de perímetro e 204 ilhas nativas catalogadas.

Por ser um paraíso de água limpa, a represa de Paraibuna que chegou a ganhar o referendo da Eco 92 como a represa mais bem conservada ecologicamente do Brasil.

Para encerrar a viagem, o Maravilhoso Por do Sol na represa.


Sempre me emociono. Aquele momento de agradecer aos simples momentos; agradecer tempo que estava maravilhoso, ao meu trabalho, a moto divertida de tão forte, o senhor que conheci e fez brincar um pouco de achar o peixinho de ponta cabeça, até mesmo a água da bica que me deu dor de barriga…a vida é assim …..importante é o jeito que você a leva, é o humor que você tem com os pequenos perrengues que podem pintar. Obrigada dia, tchau sol e até amanhã, até a próxima trip.


Outros lugares para conhecer  em Paraibuna


Visite – Fábrica bananinha de Paraibuna

Poxa, o dia que visitei a região, o pessoal da bananinha Paraibuina me enviou mensagem pra eu conhecer a Fábrica, mas eu não estava mais lá. Mas fica a dica, tem como fazer a visita, acesse o site – https://www.bananinhaparaibuna.com.br

Cachoeiras 

Cachoeira do Itapeva

Cachoeira da Fazenda São Pedro

Onde comer?

O restaurante do mercadão estava fechado, mas fiquei com muita vontade de provar o tal do prato típico, o Afogado. Mas são vários restaurantes que tem o prato, porém em tempos de pandemia…vale a pena pesquisar antes.

Optei pelo famoso pão com linguiça no Vaca Preta – na Rodovia dos Tamoios km12,5.. Outra opção, se não quer pegar estrada à noite e pulou a dica do por do sol, vale uma esticada até Salesópolis e paradinha no Rancho da Moto, que fica aberto até as 16h, serve café da manhã, almoço e café da tarde - @ranchodamotooficial Situado no KM 99 da Rodovia Mogi-Salesópolis (SP-88), 

Sítios pra visitar 

Eu não os conheci – mas me foi indicado- se você for, depois me conta tá?

SÍTIO DO JJ (para comprar MELADO)

Local: segue pela Tamoios sentido litoral e no km 38 entre à direita e segue por 7 quilômetros pela estrada de terra até chegar no Bairro do Porto

SÍTIO DA FARTURA (para provar o melhor AFOGADO)

Local: segue pela Tamoios sentido litoral e no km 38 entre à direita e segue por 11 quilômetros pela estrada de terra até chegar no Bairro do Porto.

SÍTIO DO BELLO (para comprar FRUTAS)

Local: fica 1,5 quilômetro depois do Sítio Fartura

Atenção: Como não fui, não conheço as condições das estradas para chegar nos Sítios citados acima.

Como chegar

Paraibuna localiza-se em uma das mais nobres regiões do Estado de São Paulo, modernamente denominada Cone Leste Paulista, no Vale do Paraíba, sub-região do Alto Paraíba, na Serra do Mar, posicionando-se num raio de 200 Km entre as principais cidades do Estado de São Paulo.

Esta interligada às principais cidades à malha rodoviária, pelas rodovias: Ayrton Senna, Carvalho Pinto e Presidente Dutra – São Paulo, Interior e Cone Leste Paulista (Vale do Paraíba).

Dos Tamoios, São José dos Campos a Costa Verde Paulista, Litoral Norte ( Caraguatatuba, Ilhabela, São Sebastião e Ubatuba), Litoral Sul (Bertioga, Guarujá, Santos) e litoral do Rio de Janeiro ( Paraty e Angra dos Reis).

Distâncias: São Paulo – 124 km ( Parti de Sampa, via Ayrton Senna, Carvalho Pinto e Tamoios). São José dos Campos – 33 km Campinas – 173 km Campos do Jordão – 125 km Caraguatatuba – 48 km São Sebastião – 68 km Mogi das Cruzes – 73 km Ubatuba – 105 km Rio de Janeiro – 333 km

Curitiba - 540 Km


#ElasPilotam: A Eliana é jornalista, especialista em conteúdo duas e quatro rodas. Pra acompanhar o trabalho e o dia-a-dia dela, confira seu Instagram no perfil @eliana.malizia ou visite o site www.acelerada.com . Uma dica bacana: a Eliana sempre traz cupons pra você aproveitar descontos na hora de dar um update nos seus equipamentos de pilotagem.



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