Afinal, moto é terapia ou não?


Por Amably Monari


O universo das 2 rodas nos parece paralelo, porém, contém nele todas as características de viver em sociedade, pois somos humanos pilotando suas motos.


Quantas vezes nos pegamos tentando provar nossa "força" e dar conta de tudo, porque fomos subjulgadas pelo fato de sermos mulheres. Quantas vezes após um esgotamento emocional de uma discussão familiar, de uma redução salarial, de um assédio moral, de uma violência, de uma descoberta de traição amorosa ou de amizade, um termino de relacionamento, de uma tristeza sem fim, de uma angustia que ficar parada só piora a sensação, de um falecimento de alguém queride, de uma raiva gigantesca, ou seja, de emoções intensas...


Pegamos nosso capacete, e o único som que queremos ouvir é o ronco de nossas motos e pronto, tudo se desfaz. Os problemas parecem tão pequeninos diante de toda aquela adrenalina, noradrenalina e endorfina, hormônios do prazer, produzidos em nosso cérebro por uma atividade de aventura.


Essa sensação de bem-estar nos gera uma emoção inexplicável, como não chamar isso de terapêutico?


Pois é, tudo que nos gera bem-estar é terapêutico, mas nem tudo que é terapêutico promove uma vida física e emocional saudável. Contraditório não!?


É ciência


A endorfina é produzida na glândula hipófise gerando uma sensação de recompensa e bem-estar, quando em grande quantidade por meio de uma atividade prazerosa é associada a relaxamento, alívio e contentamento generalizado.


Ou seja, procrastinamos a resolução de um problema o transformando em um momento de prazer. O famoso rolezinho de moto. PERFEITO, #SQN!


Segundo pesquisadores da Universidade do Colorado em Boulder e a Neurocientista Carla Tieppo, brasileira, quando não estamos conscientes de nossas ações ou concentrados na tarefa à nossa frente, nosso sistema límbico, um dos responsável por administrar nosso humor, ao procrastinarmos a resolução de uma situação problema e a substituímos por uma role de moto, por exemplo, nos gerando o bem-estar, estamos engando nosso cérebro.


Melhor dizendo, essa substituição de uma atividade da qual não temos controle por algo prazeroso (que pode ser, moto, comida, atividade física, álcool, cigarro, sexo entre outros refúgios e ou vicios), gera um hormônio que se chama dopamina, sua mensagem é de nos fazer sentir prazer. Show de bola...


Porém, quando associamos um evento ruim, de desprazer com uma atividade prazerosa estamos condicionando nosso cérebro que não precisamos lidar com a situação problema, o que no contexto da moto pode gerar muitas outras consequências.

Aprendi com uma pessoa muito especial que quando estamos com raiva, tristes ou muito felizes não devemos: dirigir-pilotar, ingerir álcool e discutir. São combinações perigosíssimas que podem nos custar a vida.


Ou seja, a moto pode ser terapêutico, no entanto para resolução das emoções que afetam nossa saúde mental precisamos de profissionais qualificados. Moto e estrada não curam depressão, ansiedade, vícios, síndrome do pânico entre outros sintomas...


Moto pode ser uma das condições de conexão entre você e seu eu mais intimo, pode ser o elo que te liga afetivamente a um grupo de pessoas que te aceitam exatamente como você é, pode ser um meio de locomoção que te transporta para inúmeras culturas e vivências.

A conexão que estabelecemos com nossas motos ao personificarmos elas, dando nome, adereços que dizem muito de nossa personalidade é também um dos caminhos de autoconhecimento de nós mesmas, emergindo nossas vontades, descobrindo nossas potencias.


Não é a moto que nos transforma, mas sim essa relação que estabelecemos com essa força que descobrimos em nós mesmas por meio da moto.


O afeto é revolucionário!

Nenhum efeito terapêutico substitui psicoterapia e ajuda profissional qualificada, psicologia é ciência e profissão.



A Amably é neuropsicóloga e

você pode

falar com ela pelo Instagram @psicoontheroad


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