É preciso parar de sorrir para entender o quanto precisamos amar?

Por Bruna Wladyka

Ontem 04/05/2021, o Brasil (o mundo) perdeu uma pessoa iluminada, com um talento único que trouxe alegria e tirou sorrisos até das pessoas mais rabugentas, afinal Paulo Gustavo era isso, amor em forma de humor.

Ontem, hoje, amanhã. Não tem fim para nosso luto, o país chora, chora por essa perda precoce e de tantas outras milhares de pessoas. Chora pelos que se foram e pelas pessoas que ficam, ficam sem esperança, afinal, amanhã pode ser eu, você, alguém próximo.


Choramos por Paulo, pelas mais de 400 mil mortes causadas pela Covid 19, pelas 3 crianças e 2 mulheres, mortas brutalmente em uma creche em Santa Catarina. Um atentado que nos deixa sem chão, sem entender o que está acontecendo com o mundo e com as pessoas.


Estamos vivendo em um momento difícil, de profunda tristeza, um luto interminável.


A roda precisa continuar girando, precisamos continuar trabalhando, pagando nossas contas, muitos saindo de suas casas para sobreviver. Precisamos cuidar das nossas cabeças, nossos sentimentos, afinal se o vírus não nos matar, a depressão, a ansiedade, o medo pode fazer isso também.


Mesmo tomando todos os cuidados, me sinto culpada depois de um almoço com uma amiga próxima, depois de atender um cliente na loja, depois de uma viagem ou passeio para conseguir relaxar um pouco, esquecer dos problemas (como se isso fosse possível). Estou errada em fazer isso? Realmente não sei. Teto de vidro? Todos temos.


Culpa, inutilidade e medo são os sentimentos que estão por aí, batendo em nossas portas e entrando sem pedir permissão. Mas sabe, quero acreditar que quem sente isso, carrega em seu peito AFETO.


O afeto nos mantem próximos daqueles que amamos, e conscientes para agirmos com responsabilidade. Pelo menos, eu insisto em acreditar nisso. Quero acreditar que quem ainda sente afeto por si e pelo próximo, respeita o momento que enfrentamos, está agindo com responsabilidade em casa ou fora dela, acredita que estamos em um colapso e contribui para vivermos dias melhores.


Peço aqui, que, se você está saindo de casa, que essa exposição seja consciente, se proteja, use mascara, use álcool em gel, mantenha-se seguro.

Não vá em festas, não cause aglomerações, NÃO ABUSE.

Respeite a sua, a minha, as nossas vidas.

Se você acha que está “imune” a pessoa ao seu lado pode não estar.

Se você ainda não perdeu alguém, respeite o luto de quem já perdeu.


Viva nessa vida com AMOR.

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